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Investimento em imobiliário comercial chega a 1050 milhões no primeiro semestre

Investimento em imobiliário comercial chega a 1050 milhões no primeiro semestre

O setor dos escritórios somou um total de 245 milhões de euros, representando cerca de 23% do total do investimento comercial imobiliário no período.

O mercado imobiliário comercial transacionou 1.050 milhões de euros até junho, abaixo dos 1.400 milhões do mesmo período de 2018, mas “o terceiro valor mais elevado do primeiro semestre registado desde 2015”, divulgou hoje a consultora Worx. Segundo a consultora imobiliária, os setores da hotelaria e do retalho representaram cerca de 70% do valor total transacionado nos primeiros seis meses deste ano, protagonizando “operações de peso”: “O segmento de hotelaria contabilizou cerca de 38% do volume total de transações ocorridas no mercado português de investimento comercial imobiliário no primeiro semestre, seguido pelo segmento de retalho, que somou cerca de 300 milhões de euros transacionados, representando 29,50% do volume total de investimento no mesmo período”, refere.

Já o setor dos escritórios somou um total de 245 milhões de euros, representando cerca de 23% do total do investimento comercial imobiliário no período.

“No que se refere ao setor da hotelaria, um portfólio de três hotéis foi comprado pela Invesco Real Estate, numa operação de 313 milhões de euros”, recorda a Worx, enquanto “o Exe-Marquês de Pombal foi comprado por um fundo hoteleiro gerido pela Swiss Life, numa transação de 23 milhões de euros”, e “o Hotel Doble Tree – Fontana Park foi comprado pelo fundo alemão Commerz Real, numa transação de 35 milhões de euros”.

Entre as principais transações realizadas no setor do retalho, o departamento de investigação da consultora destaca a compra por um fundo alemão do Leiria Shopping, por 128 milhões de euros, a aquisição do Barreiro Retail Park pelo fundo alemão AM Alpha, por 55 milhões de euros, e a venda de um portefólio de quatro galerias pela Klepierre a um fundo nacional, com um valor na ordem dos 100 milhões de euros.

Já no setor dos escritórios é destacada a compra da torre Fernão Magalhães pela Merlin Properties ao Credit Swiss, por 112 milhões de euros, e aquisição da sede Fidelidade pela M&G ao fundo norte-americano Apollo Global Management, no valor de 46,5 milhões de euros.

Segundo a Worx, os investidores europeus e americanos mantiveram a liderança, mas os investidores nacionais têm alargado “cada vez mais o seu espetro”, prevendo-se “que o apetite internacional pelo mercado português continue em alta, com o fator liquidez a ser direcionado para oportunidades em todos os segmentos, com destaque particular para os segmentos de promoção e escritórios”.

Conforme refere, “com as ‘yields’ a níveis baixos prevê-se que o mercado possa ainda contrair ligeiramente nos próximos meses, mas aproximando-se cada vez mais da trajetória de estabilização”.

“Os níveis elevados do volume de investimento comercial imobiliário no primeiro semestre de 2019 são o reflexo do interesse dos investidores num setor que se mantém dinâmico. Continuamos a assistir a uma enorme liquidez no mercado e Portugal continua no radar dos investidores internacionais”, refere o ‘capital markets’ da Worx, Pedro Valente.

Fonte: Dinheiro Vivo

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Nuno Branco

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